Videopoema: “UM INSTANTE”
Reinaldo Luz Santos | 24/05/2010Alguns momentos únicos e especiais acontecem bem na frente dos nossos olhos, mas nem sempre os percebemos.
Reinaldo Luz Santos
Alguns momentos únicos e especiais acontecem bem na frente dos nossos olhos, mas nem sempre os percebemos.
Reinaldo Luz Santos
A algum tempo você ficaria feliz com uma ligação. Depois agradeceria um raro torpedo. Mais recentemente ficaria contente com uma resposta de email. Hoje um “like” no Facebook tá de bom tamanho e já é difícil!
O que aconteceu com as pessoas? Ninguém interage mais?
Como as pessoas entendem um “Oi, tudo bem?” num email? É pra responder sim. “Tudo, tudo bem” poxa. É difícil isso? Recebi seu email, vou ler, não li, não enche o saco, qualquer coisa pra saber que tem alguém do outro lado.
Viramos robozinhos, secos no virtual. Será que é falta de vocabulário ou preguiça de escrever mesmo? Tem que gente que me encontra e ainda tem coragem de dizer “Vi seu email da semana passada, legal”. Poxa, legal? Tô sabendo agora, custava ter respondido com esse legal? Eu saberia que você né!
Sabendo dessa tendência de mortificação da comunicação online até o Facebook percebeu os novos tempos. Criou o botão “like” (Curtir). Agora basta um clique no LIKE pra interagir. Ah, tudo bem, tá bom. Já ficamos felizes com isso…. ao menos sabemos que tem alguém nos vendo. Menos que isso bem dá, eu acho. O que vai ser depois disso?
Gostou da reflexão? LIKE

A cena do filme “Forest Gump” (clássico com Tom Hanks) onde Gump (Hanks) volta pra salvar o “Bubba Gump Shrimp” arriscando sua vida em meio a tiros e bombardeios é a melhor metáfora de amizade que já vi. Até hoje, em todos os momentos críticos da minha vida, me lembro dessa cena. Como na cena, emocionante e de extrema ternura, Nos momentos difíceis fogem todos e poucos voltam pra te buscar ou pra passar apuros contigo se isso envolver arriscar suas próprias coisas.
O amor é a força que move as boas ações. Muitas vezes precisamos fazer muito pouco pra ajudar alguém. A maneira mais simples de fazer isso é com gentileza, com amor e simples palavras.
Conheça o projeto DOE PALAVRAS e faça essa pequena ação.
Visite: www.doepalavras.com.br
“Onde Vivem os Monstros” é uma fábula linda e sensível, mas definitivamente não é pra todo mundo. Também, não podia ser diferente, vindo de Spike Jonze, diretor de “Adaptação” e “Quero Ser John Malkovich”. O filme é adaptação de um livro infantil e conta a história de Max, uma criança difícil que quer atenção.
Depois de uma briga com a mãe, ele foge de casa, ou pensa/fingi fugir para um mundo distante do real. Enfim, o filme não é fácil mesmo, mas é singelo e encantador pra que souber apreciá-lo.
Reinaldo Luz Santos
Nesse filme Richard Gere é um homem de hábitos simples que tem uma vida feliz com sua família. Mas nesse filme talvez ele não seja o personagem principal. Hachiko é um cão da raça akita e o filme é baseado em uma história real. Sua história se tornou famosa no Japão após uma incrível prova de fidelidade ao seu dono. Pra quem gosta de cachorros e mesmo pra quem é sensível a belas histórias, prepare os lenços. Eu não resisti!
Uma coisa não se pode negar, o diretor de Senhos dos Anéis, Peter Jackson tem coragem. São raros os filmes que encaram mostrar sua visão do outro lado da vida. The Lovely Bones (Um olhar do paraiso) mostra a trajetório de uma jovem assassinada depois da morte e as mudanças que sua família sofreu com sua partida. O filme ainda tem Mark Wahlberg e Rachel Weisz.
O filme conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca, liderada por Leigh Anne (Sandra Bullock) que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol, de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta. (Resenha Cineclick)
Por Reinaldo Luz Santos / PRAXYS Produtora Web
Publicado em: www.praxys.com.br
Acessibilidade. Você sabe o que é? Pra que serve e a quem ajuda? Pois saiba primeiro: “Acessibilidade web é um dever cívico”.
Claro que essa afirmação é uma opinião pessoal, mas minha intenção com tal premissa é por um bom motivo, promover o início de um debate ou minimamente uma breve reflexão sobre o assunto. Para que vocês possam pensar no tema e entender como ele influencia seu negócio ou posicionamento na web, descrevo abaixo alguns pontos sobre o que é acessibilidade na web e como isso nos afeta direta ou indiretamente.
Meu nome é Reinaldo Luz Santos, sou publicitário e empreendedor da área de criação e gestão de informação na web. Já há algum tempo minha empresa tem estudado maneiras de fazer uma internet mais democrática e eficiente no quesito ligado a navegação e usabilidade.
Alguns de nossos estudos foram baseados em normativas do W3C (World Wide Web Consortium), um órgão oficial que regulamenta as tecnologias e padrões usados no desenvolvimento de ferramentas web. Além disso, a base do nosso conhecimento foi em trabalho de campo, aplicando na prática algumas das diretrizes do W3C e até criando saídas inteligentes para nossos modelos de desenvolvimento.
Com isso, quase 2 antes que o assunto tomasse a atenção da mídia, nós já aplicamos conceitos de usabilidade, navegação intuitiva e acessibilidade web na maioria dos nossos projetos, criando inclusive alguns casos de sucesso que nos geraram contatos de empresas de fora do país nos tratando como “experts” no assunto. Não achamos que é pra tanto, mas com certeza ver um novo site ou ferramenta com esses conceitos aplicados nos dá um prazer mais intenso do que o provocado pelo retorno financeiro. É uma satisfação como cidadão.
Mas pra que entendam o grau de motivação em que estamos trabalhando nesses conceitos, vamos entender o que é acessibilidade aplicada à internet.
O termo “Acessibilidade” significa permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços, locais e informação, além de permitir o uso destes por todas as parcelas da população. O decreto federal de número 5.296, de 02 de dezembro de 2004, já prevê tais direitos. Em suma, um local ou produto acessível é aquele que permite uso de todas as pessoas, de forma o mais independente possível de sua condição física.
Acessibilidade web, ou na internet, possui igual intuito. Permitir acesso democrático a sites, ferramentas, aplicações ou serviços baseados na rede de computadores, a internet.
Para isso é fundamental que tais ferramentas sigam alguns padrões, normativas ou recomendações do W3C. A acessibilidade na Internet, em síntese, engloba os fatores abaixo:
Sites e aplicações previamente desenvolvidos possibilitando que as pessoas possam perceber, compreender, navegar e interagir com seu conteúdo.
Navegadores, tocadores de mídias e ferramentas que possuam meios de comunicação com tecnologias especialmente designadas e criadas para pessoas com deficiência, permitindo assim o acesso e utilização dos mesmos.
Talvez o complemento a pergunta seja “Por que ter um site acessível e com usabilidade amigável?”.
Começando pela usabilidade, imagine-se fazendo o planejamento do seu site. Com certeza você será levado a prever o publico alvo de visitantes que ele terá ou que espera ter. Jovens, adultos, antenados ou não, conhecedores ou não de navegação na web, crianças talvez e idosos muito provavelmente. E isso sem citar ainda portadores de alguma deficiência.
Seu site pode ser planejado e desenvolvido para um público especifico, por exemplos os Geeks, modernos e antenados. Ai fica fácil. Agora imagine seu cliente, podendo ser ele um empresário de sucesso com pouco tempo pra se aprofundar em informática. Sim, esse usuário existe. Ou então imagine uma senhora com 65 anos acessando seu site. Ou, para simplificar, imagine simplesmente um profissional liberal com agenda apertada.
Ok, agora junte esses perfis de profissionais entrando no seu site e demorando alguns segunda para encontrar o menu escondido, os links minúsculos, os títulos apagados ou as cores chocantes contrastando com o texto. Terror total. Isso é pedir zero de ROI (Retorno sobre Investimento) para seu site. O tempo de captação de atenção do internauta é medido em algumas frações de segundos. Se ele não entende rapidamente como navegar, ele sai! Simples assim.
Fugir dos excessos em design. Organizar claramente o conteúdo. Diagramar corretamente os elementos e informações conforme o grau de importância. Essas são apenas algumas das práticas para se criar um site amigável quanto a usabilidade e navegação.
Pense agora em alguns dos perfis que citei como exemplo. O idoso, o senhor sem tempo, a criança ou jovem ainda sem grande experiência. Finalmente traga para esse exercício as pessoas portadoras de deficiência visual. Essas são as pessoas que precisamos incluir digitalmente! Falando ainda e apenas de internet, sua empresa ou negócio precisam estar preparados para receber todas as pessoas. Seu site tem no mínimo o dever cívico de ser acessível!
Na verdade essa é uma escolha que as empresas podem fazer, mas com certeza é uma questão, não de decretos de lei, mas de conscientização e cidadania.
A lógica é bem simples. Sites bem escritos, quanto a conteúdo, design e programação, são bem interpretados por pessoas com pouco conhecimento, dificuldade de visão e até mesmo por pessoas com deficiência visual completa. Essas pessoas podem utilizar navegadores especiais que só interpretam o que encontrarem em texto no site ou mesmo utilizar os softwares chamados “Leitores de Tela” que literalmente lêem a tela com voz sintetizada. Tudo isso só funciona com um site preparado para tais visitantes.
Como eu disse anteriormente, criar um site acessível é um caminho que começa no planejamento e completo aqui, começa pela escolha do profissional ou empresa produtora. O conceito é fácil de compreender, como explicado acima, porém a aplicação reserva alguns passos técnicos. Não dá para descrever todas as técnicas aqui, pois acabaria por ser uma dissertação superficial. Mas é possível conhecermos, resumidamente, alguns amigos e inimigos da acessibilidade web.
Amigos da acessibilidade
Crie um site com os requisitos abaixo e terá um site acessível. Essas são apenas algumas dos muitas das diretrizes.– Acerto: Conteúdos em texto, com opção de ampliação de tamanho de fonte
– Acerto: Links em texto, ao invés de imagens, com bom tamanho de visualização
– Acerto: Opção de teclas de atalho para saltar aos principais links e áreas do site
– Acerto: Títulos declarados em destaque para identificação dos softwares leitores de tela
– Acerto: Opção de mudança de layout para modelo em alto contraste preto e branco
Entre vários outrosInimigos da acessibilidade
Fuja dos erros abaixo se você quer ser uma empresa ou profissional consciente– Erro: Menus de navegação em flash ou imagem
– Erro: Imagens sem declaração de descrição na tag ALT
– Erro: Animações e elementos em flash usados de forma exagerada
– Erro: Site fetos completamente em flash
– Erro: Cores ou elementos de design não pensados para gerar contraste com o conteúdo
Entre vários outros
Adendo técnico
Vale ressaltar que a tecnologia flash não é inimiga mortal da acessibilidade web. A Adobe divulga, desde a versão MX, que está seguindo requisitos de acessibilidade da Seção 508 e que prove suporte ao MSAA (Microsoft Active Accessibility). Porém vale lembrar que animações ou scripts em flash precisam ser usados com extrema cautela e conhecimento. Na dúvida o uso das folhas de estilo CSS, documentos XHTML e demais técnicas sugeridas pelo W3C merecem profunda atenção e prioridade.
Um site acessível perde um pouco em design ou elementos gráficos? De um ponto de vista, talvez. Mas se o profissional ou empresa que estiver desenvolvendo unir o conhecimento técnico sobre acessibilidade a criatividade e saídas inteligentes, não. Não necessariamente se perde em design. Ganha-se em mensagem transmitida. Mais pessoas irão ver e compreender esse site!
O importante é pensar que, em acontecendo dilemas de perda de detalhes visuais, deve se lembrar o que vale mais priorizar. Um site bem desenhado e eficiente não é um site cheio de efeitos visuais, mas um site que informa, se faz entender, se faz navegar e trás resultados sem excluir nenhum perfil de pessoa.
Hora de re-modelar ou construir sites acessíveis! Agora é colocar em prática.
Primeiro Passo. O primeiro passo é a conscientização das empresas e profissionais da área sobre a importância de construir sites que promovam a inclusão digital, a usabilidade amigável e a acessibilidade.
Segundo Passo. Tendo esse primeiro passo dado, o segundo é contratar um profissional, agência ou produtora web que conheça as técnicas e conceitos para o planejamento e elaboração de um site com tal meta. Ser acessível, democrático em seu conteúdo e bem escrito em seus códigos e desenho estrutural.
Terceiro Passo. O terceiro passo, sendo esse já de responsabilidade da produtora ou profissional especializado, é escolher ou assessorar na escolha de uma linguagem de programação mais adequada ao projeto e de um gestor de conteúdos preparado para criar conteúdos acessíveis. Aqui cabe também o papel da empresa que precisa confiar na empresa ou profissional e nos direcionamentos que ele der. O resultado final pode ou não ser assertivos dependendo desse aceite.
Por fim trago de volta a indagação do título do artigo. “Acessibilidade web é um dever cívico”. Sim, não? Impossível ter uma resposta que não seja pessoal ou subjetiva. Vale sim pensar que os tempos mudaram. A tecnologia por si só não é mais o astro principal. A tecnologia é apenas um instrumento ou ferramenta que tem a missão de levar a informação. Essa sim, a informação, o conteúdo, relevante ou não, é o que realmente conta. E esse só tem sentido quando se faz acessível e entendível a todas as camadas da população!
Fontes de Pesquisa:
w3c.org,
presidencia.gov.br,
freedomscientific.com,
acessibilidadelegal.com
Reinaldo Luz Santos
reinaldo@praxys.com.br
www.praxys.com.br